EU ME PROTEJO RECEBE O PRÊMIO NEIDE CASTANHA

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O projeto "Eu Me Protejo" recebeu o Prêmio Neide Castanha de Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes 2020, na categoria Produção de Conhecimento.

Lançado em março de 2020, Eu Me Protejo é um projeto
inclusivo, independente, voluntário e gratuito de educação para prevenção contra a violência sexual infantil.

Foi desenvolvido colaborativamente por mais de 50 profissionais, coordenados pela jornalista Patricia Almeida e a psicóloga Neusa Maria: Adrianna Reis, Alex Duarte, Ana Carolina, Ana Claudia Brandão, Ana Laura Pacheco, Ana Tavares, Anna Paula Feminella, Andrea Barbi, Bárbara Barbosa, Bia Fioretti, Carloa Mauch, Caroline Arcari, Cristiane Zamari, Dayane Fernanda Rodrigues, Daniela Karmelli, Débora Mascarenhas, Deidmaia Lima, Fábio Façanha, Fausta Cristina, Fernanda Borges, Fernanda Santana, Fernanda Sodelli, Flavia Pereira, Flavia Cortinovis, Gabriela Laborda, Giordana Garcia, Gisele Costa, Gislane Campos Azevedo, Gloria Salles, Juliana Righini, Karina Figueiredo, Keise Nóbrega, Kiki Faria, Leandro Ziotto, Lia Carolina Rossi, Lilian Galvão, Lisane Marques Lima, Lívia Borges, Madalena Nobre, Maria Paula Teperino, Mariana Reade, Marília Lobão, Marilza Arcanjo, Marlene Dias Carvalho, Melina Sales, Moema Brasil, Nancy Pereira da Costa, Patricia Monteiro Lima Chagas, Paula Ayub, Reinaldo Seriacopi, Rita Louzeiro, Rosana Queiroz e Sergio Meresman.
 

Ilustrações – Rafael Domingos https://www.behance.net/rafdomingos

Designer – Cecilia Quental  @c.quental (site e identidade visual)

Diagramação – Douglas Silva dhenriquedesign@outlook.com


Lista de Colaboradores e currículos: https://www.eumeprotejo.com/colaboradores)

Histórico

A cartilha começou a ser elaborada pela jornalista Patricia Almeida para sua filha, que tem síndrome de Down, e se tornou tema de sua tese de mestrado em Estudos da Deficiência na City University of New York – CUNY. A intenção era construir um material concreto, direto e de fácil entendimento, que unisse o conhecimento e proteção do corpo com defesa pessoal.

Em março de 2019 Patricia apresentou a cartilha na Apae do Distrito Federal. A psicóloga Neusa Maria, com 20 anos de experiência em violência doméstica, que assistiu a apresentação, pediu para utilizar o material em suas palestras sobre prevenção de abuso e atendimentos a crianças e jovens com e sem deficiência.

A partir daí, Patricia convidou especialistas sobre o tema para comporem um grupo de WhatsApp que trabalhou o material por um ano, a partir de suas experiências e validação na prática clínica, escolar e doméstica.

A material foi construído seguindo os preceitos da Linguagem Simples e do Desenho Universal para a Aprendizagem, podendo ser usado em escolas inclusivas por ser acessível a crianças e pessoas com e sem deficiência e famílias desfavorecidas.

A forma de abordagem foi muito discutida pelo grupo, tanto a linguagem quanto as ilustrações. Houve cuidado para não afastar pais e professores que se dizem constrangidos ao abordar o tema com as crianças.

A equipe chegou à conclusão que, antes de chegar às crianças, o material precisava agradar e convencer os pais e educadores a apresentá-lo a elas.

Foi criada a lista de razões pelas quais se deve trabalhar a prevenção, publicada no site.

A identidade visual é alegre e atraente, são desenvolvidos cards com informações de interesse que podem ser compartilhados nas redes sociais.

As ilustrações mostram as crianças sempre vestidas e não há menção direta a sexualidade. Caso os pais queiram avançar nas explicações, podem fazê-lo por meio do material disponível no site como boas práticas.

A linguagem é clara e os exemplos concretos e diretos, sem metáforas ou eufemismos que possam comprometer o entendimento da criança.

Os personagens refletem a diversidade humana, com diferentes características, cores de pele (albino, indígena, negro), deficiência (síndrome de Down, deficiência física), criança com óculos, com sobrepeso.

O material alcançou boa repercussão e aceitação nos meios ligados à proteção infantil e na imprensa.

O plano é seguir difundindo o projeto com ajuda dos meios de comunicação, redes sociais, influenciadores e rede de atenção às crianças, e apresentá-lo a autoridades públicas de modo a implantá-lo nas escolas, igrejas, e outros locais frequentados por crianças.

Durante a pandemia, os colaboradores têm promovido o projeto participando de lives, eventos, reportagens, difundindo seu conteúdo e a necessidade da educação para prevenção contra o abuso sexual ser instituída nas escolas, uma vez que os agressores, na maioria das vezes, se encontram dentro de casa.

Produtos lançados:

Site Eu Me Protejo, (www.eumeprotejo.com) contendo:

- Cartilha ilustrada, em linguagem simples, destinada a crianças de 0 a 8 anos, para ser utilizada com as crianças com acompanhamento das mães, pais, educadores e/ou cuidadores. Pode ser baixada gratuitamente em PDF e enviada por WhatsApp, o que aumenta sua capacidade de disseminação e seu alcance;

- Versão da cartilha em Libras, videolivro, espanhol e inglês;

- Dicas de como usar a cartilha;

- Canções temáticas para reforçar os ensinamentos da cartilha "Eu amo o meu corpinho", de Lud e "Meu corpinho é meu", de Neusa Maria;

- Poema "Era só um carinho", de Neusa Maria, lido pela atriz Heloisa Pérrissé, para reflexão sobre o abuso;

- Lista de razões pelas quais pais e educadores devem conversar com as crianças para prepará-los para prevenção contra a violência sexual;

- Canal para aconselhamento de crianças e jovens, através do site, que leva ao WhatsApp. As comunicações, que podem ser feitas em audio, texto ou video, são enviadas aos Conselhos Tutelares, se necessário.

- Página no Facebook, Instagram, Twitter e email do projeto.

Produtos em fase de desenvolvimento:

- Cartilha 0 a 8 estendida, para aplicação em escolas;

- Versão com audiodescrição e em braile da cartilha;

- Peça de teatro com o tema da cartilha para ser encenada em escolas e outros espaços;

- Cartilha para pré-adolescentes e para adolescentes;

O prêmio é concedido pelo Comitê Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes e Rede Ecpat Brasil, coalizão de organizações da sociedade civil que trabalha para a eliminação da exploração sexual de crianças e adolescentes, compreendendo as suas quatro dimensões: prostituição, pornografia, tráfico e turismo para fins de exploração sexual.

Neide Castanha, que dá nome ao prêmio, participou ativamente do processo de construção do Estatuto da Criança e do Adolescente e da criação do Plano Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes. Sua atuação foi fundamental no processo de discussão e investigação como membro técnico da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), que investigou redes de exploração sexual de crianças e adolescentes no Brasil. Além disso, foi fundadora e coordenadora do Centro de Referência, Estudos e Ações sobre Crianças e Adolescentes (Cecria) e Secretária Executiva do Comitê Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes. reconhecida defensora dos direitos humanos que dedicou parte de sua vida a lutar contra a violência a que são submetidas crianças e adolescentes no Brasil.


O anúncio dos premiados foi feito durante o evento virtual pelos 20 Anos do Plano Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, em 18/5. Assista: https://www.facebook.com/facabonito/videos/265702104836659/
Confira todos os premiados:

Agraciados - Edital de 10 anos do Prêmio Neide Castanha

Edital de 10 anos - 2020

Boas Práticas em Rede: CEDECA Casa Renascer;

Boas Práticas no Enfrentamento à Exploração Sexual Como Uma das Piores Formas de Trabalho Infantil: Camará Calunga, Joyce Coelho;

Cidadania: Bel do Conanda;

Comunicação Digital: Infância Protegida - Enfrentamento à Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes;

Produção de Conhecimento: EU ME PROTEJO;

Protagonismo de Crianças e Adolescentes: Compartilhaí: Educação, Comunicação e Direitos!;

Homenagens: Deborah Duprat, Maria America Ungaretti Diniz Reis.
©Eu Me Protejo 2020