O Projeto - Eu Me Protejo – Educação para prevenção da violência

 

 

“Eu Me Protejo” foi criado para servir de apoio a famílias e educadores em conversas com os pequenos desde cedo sobre os seus corpos e como protegê-los, evitando situações de violência.

O site do projeto traz uma cartilha ilustrada, em linguagem acessível, voltada para crianças de 0 a 8 anos, para ser lida pela criança junto com os pais, parentes ou educadores.

Na seção "Por que?", as 10 principais "desculpas" que as famílias apresentam como justificativas para não discutir o assunto são desconstruídas com argumentos baseados em estudos e estatísticas.

A cartilha, que pode ser baixada gratuitamente em PDF e enviada por WhatsApp, tem também versões em videolivro, em Libras, inglês e espanhol.

"Eu Me Protejo" é um projeto inclusivo, independente, voluntário e gratuito.

Histórico

A cartilha "Eu Me Protejo" começou a ser elaborada pela jornalista Patricia Almeida para sua filha, que tem síndrome de Down, e se tornou tema de seu trabalho de mestrado em Estudos da Deficiência na City University of New York – CUNY. A intenção era construir um material com orientações concretas, diretas e de fácil entendimento, que unisse o conhecimento e proteção do corpo com defesa pessoal.

Em março de 2019 Patricia apresentou a cartilha na Apae do Distrito Federal. A psicóloga Neusa Maria, com 20 anos de experiência em violência doméstica, que assistiu a apresentação, ficou encantada com o material e pediu para usá-lo em suas palestras sobre prevenção de abuso e atendimentos a crianças e jovens com e sem deficiência.

A partir daí, Patricia convidou outros especialistas sobre o tema para comporem um grupo de WhatsApp para construir a cartilha. O conteúdo foi desenvolvido por um ano, e validado com crianças com e sem deficiência na prática clínica, escolar e em casa.

A material foi elaborado seguindo os preceitos da Linguagem Simples e do Desenho Universal para a Aprendizagem, podendo ser usado em escolas inclusivas por ser acessível a crianças e pessoas com e sem deficiência.

A forma de abordagem foi muito discutida pelo grupo, tanto com relação à linguagem quanto às ilustrações. Houve cuidado para não afastar pais e professores que se dizem constrangidos ao abordar o tema com as crianças.

A equipe chegou à conclusão que, antes de chegar às crianças, a cartilha precisava agradar e convencer os pais e educadores a usar o material.

Foi criada uma lista de razões pelas quais se deve trabalhar a prevenção.

A identidade visual é alegre e atraente, são desenvolvidos cards com informações de interesse que podem ser compartilhados nas redes sociais.

As ilustrações mostram as crianças sempre vestidas e não há menção direta à sexualidade. Caso os pais queiram avançar nas explicações, podem fazê-lo por meio do material disponível no site como boas práticas.

A linguagem é clara e os exemplos concretos e diretos, sem metáforas ou eufemismos que possam comprometer o entendimento da criança.

Os personagens refletem a diversidade humana, com diferentes características, cores de pele (negro, branco, albino, indígena), deficiência (síndrome de Down, deficiência física), criança com óculos, com sobrepeso.

O material alcançou boa repercussão e aceitação nos meios ligados à proteção infantil e na imprensa.

O plano é seguir difundindo o projeto com ajuda dos meios de comunicação, redes sociais, influenciadores e rede de atenção às crianças, e apresentá-lo a autoridades públicas de modo a implantá-lo nas escolas, igrejas, e outros locais frequentados por crianças.

 

Prêmio

 

Eu Me Protejo recebeu o prêmio Neide Castanha 2020, concedido pelo Comitê Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes e Rede Ecpat Brasil, coalizão de organizações da sociedade civil que trabalha para a eliminação da exploração sexual de crianças e adolescentes, compreendendo as suas quatro dimensões: prostituição, pornografia, tráfico e turismo para fins de exploração sexual.

 

www.eumeprotejo.com

eumeprotejobrasil@gmail.com

©Eu Me Protejo 2020
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