Abuso sexual na infância: Mitos X Realidades

Conheça as principais características do abuso sexual de crianças e adolescentes e saiba como prevenir essa violência

 

 

O que é o abuso sexual de crianças e adolescentes?

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, o abuso sexual não se limita ao estupro. Outras formas de relações ou jogos sexuais envolvendo crianças eadolescentes, como o assédio, o exibicionismo, o voyeurismo, entre outras, são consideradas abuso sexual.

 

Geralmente,o agressor pode utilizar de ferramentas como a manipulação, sedução ou até ameaça física e verbal pra realizar o ato.

 

Há vários tipos de abuso sexual contra crianças e adolescentes e muitos mitos envolvendo esse tipo de violência.

Conheça alguns mitos e realidades sobre o abuso sexual de crianças e adolescentes

Por ser um tipo de violência muito pouco discutido na sociedade, criaram-se diversas crenças e mitos sobre o abuso sexual de crianças e adolescentes.

 

Para enfrentar essa grave de violação de direitos, é necessário desmistificar alguns conceitos equivocados e debater abertamente sobre oassunto.

 

Por isso, trouxemos os principais mitos que giram entorno do abusos exual de crianças e adolescentes. Confira:

Sobre os agressores

 

MITO

Pessoas estranhas/desconhecidas representam maior perigo às crianças e adolescentes.

REALIDADE

Pessoas estranhas/desconheci​das são responsáveis por um pequeno percentual dos casos registrados.

 

Na maioria das vezes, entre 85% a 90% das situações, as crianças e os adolescentes são sexualmente abusados por pessoas que já conhecem, como pai ou mãe, parentes, vizinhos, amigos da família, colegas de escola, babá, professor(a) ou médico(a).

MITO

O autor do abuso sexual é um psicopata, um tarado que todos reconhecem na rua, um depravado sexual, homem mais velho e alcoólatra, homossexual ou pessoa com deficiência psicossocial.

REALIDADE​

Os crimes sexuais são praticados em todos os níveis, socioeconômicos, religiosos e étnicos. Na maioria das vezes, são pessoas aparentemente normais e queridas pelas crianças e pelos adolescentes. A maioria dos agressores é heterossexual e mantém relações sexuais consentidas com adultos.

MITO

O agress​or tem características próprias que o identificam.

REALIDADE

Quando falamos de aparência física, o agressor pode ser qualquer pessoa.

 

Sobre o comportamento de crianças e adolescentes

MITO

A criança mente e inventa que é abusada sexualmente.

REALIDADE

Raramente a criança mente. Apenas 6% dos casos são fictícios e, nessas situações, em geral, são crianças maiores, que querem alguma vantagem.

MITO

Se uma criança ou adolescente “consente” é porque deve ter gostado. Só quando ela disser “não” é que pode ser considerado abuso sexual.

REALIDADE

O autor da agressão sexual tem inteira responsabilidade pela violência sexual, qualquer que seja a forma por ela assumida.

Sobre características gerais do abuso sexual de crianças e adolescentes

MITO

O abuso sexual acontece, na maioria dos casos, longeda casa da criança ou do adolescente.

REALIDADE

O abuso sexual ocorre, com frequência, dentro ou perto da casa da criança ou do agressor.

 

Normalmente, o agressor procura locais em que a criança/adolescente estará completamente vulnerável.

 

A maioria das ocorrências acontecem durante o dia.

MITO

É fácil identificar o abuso sexual pelas evidências físicas encontradas.

REALIDADE

Em apenas 30% dos casos há evidências físicas.

 

As autoridades devem estar treinadas para as diversas técnicas de identificação de abuso sexual em crianças e adolescentes.

 

MITO

O abuso sexual está associado a lesões corporais.

REALIDADE

A violência física contra crianças e adolescentes abusados sexualmente não é o mais comum, mas sim o uso de ameaças e/ou a conquista da confiança e do afeto da vítima.

 

Mesmo o ato sexual em si,muitas vezes, não deixa lesões corporais. As crianças e os adolescentes são, em geral, prejudicados pelas consequências psicológicas do abuso sexual.

MITO

As vítimas do abuso sexual são de famílias de nível socioeconômico baixo.

REALIDADE

Níveis de renda familiar e de educação não são indicadores do abuso sexual.

 

Famílias das classes média e alta podem ter condições melhores para encobrir o abuso sexual e manter o caso abafado.

 

As vítimas e os autores do abuso sexual são, muitas vezes, do mesmo grupo étnico e nível socioeconômico.

MITO

A maioria dos casos é denunciada.

REALIDADE

Estima-se que poucos casos são denunciados.

 

Quando há envolvimento de familiares, existem poucas probabilidades de que a vítima faça a denúncia, seja por motivos afetivos, seja por medo do abusador; de perder os pais; de ser expulso e de que outros membros da família não acreditem em sua história.

Como prevenir o abuso sexual de crianças e adolescentes?

O abuso sexual é extremamente frequente e demanda a atenção de todos os setores da sociedade.

 

É fundamental que famílias e profissionais da rede de proteção da criança e do adolescente (professores, médicos,psicólogos, assistentes sociais, autoridades policiais, sistema judiciário) discutam sobre esse tema, saibam identificar os sinais de abuso sexual de crianças e adolescentes e como denunciar qualquer situação de violência.

Há maneiras práticas e simples de proteger crianças e adolescentes contra possíveis situações de abuso sexual. 

 

Ensinar conceitos de autoproteção, intimidade, consentimento e a diferença entre toques agradáveis e toques invasivos, por exemplo, é muito importante para começarmos, como sociedade, a enfrentar essa grave violação de direitos.

EDUCAR PARA PREVENIR É A MELHOR FORMA DE EVITAR QUE A VIOLÊNCIA ACONTEÇA.

Fonte: Childhood - https://www.childhood.org.br/abuso-sexual-infantil-mitos-x-realidades

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